Brasil e China avançam em negociações para ampliar comércio agropecuário
A China é o principal parceiro comercial do Brasil no setor agrícola, respondendo por 33,91% das exportações do país
Nesta terça-feira (24), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sediou uma importante reunião técnica com a Administração Geral de Alfândega da China (GACC). O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, conduziu o encontro acompanhado do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, que contou com a participação do vice-ministro chinês, Zhao Zenglian.
Durante a reunião, foram discutidos temas estratégicos para a ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e China, com foco na revisão e atualização de protocolos sanitários e fitossanitários, fortalecendo ainda mais a parceria entre os dois países.
A
delegação brasileira apresentou o interesse na abertura do mercado chinês para
miúdos de bovinos e carne bovina com osso, ampliando as oportunidades de
exportação de produtos de origem animal. Também foram discutidos avanços na
revisão do protocolo de exportação de carne de aves, com a inclusão de miúdos e
o reconhecimento da regionalização para Influenza Aviária de Alta
Patogenicidade e para a Doença de Newcastle.
Outro
ponto central da reunião foi a revisão do protocolo de exportação de carne
bovina, onde o Brasil busca remover a suspensão automática das exportações em
casos de ocorrência atípica de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). O
reconhecimento do status sanitário brasileiro para febre aftosa também foi
destaque, reforçando a importância desse avanço para as exportações de carne
suína e bovina.
A
delegação brasileira apresentou o interesse na abertura do mercado chinês para
miúdos de bovinos e carne bovina com osso, ampliando as oportunidades de
exportação de produtos de origem animal. Também foram discutidos avanços na
revisão do protocolo de exportação de carne de aves, com a inclusão de miúdos e
o reconhecimento da regionalização para Influenza Aviária de Alta
Patogenicidade e para a Doença de Newcastle.
Outro
ponto central da reunião foi a revisão do protocolo de exportação de carne
bovina, onde o Brasil busca remover a suspensão automática das exportações em
casos de ocorrência atípica de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). O
reconhecimento do status sanitário brasileiro para febre aftosa também foi
destaque, reforçando a importância desse avanço para as exportações de carne
suína e bovina.
A
reunião ainda tratou da previsão de assinatura de protocolos para a exportação
de uvas frescas, gergelim, sorgo, farinha e óleo de pescados durante a próxima
reunião da cúpula do G20, que ocorrerá no Rio de Janeiro. Além disso, o Brasil
reafirmou seu interesse em habilitar novos estabelecimentos para exportação de
carne de aves, suínos e bovinos, além de avançar nas discussões sobre
certificação eletrônica para produtos cárneos.
Diretores
e servidores de diversas secretarias do Mapa também participaram da reunião,
fortalecendo a colaboração técnica entre os dois países e ressaltando a
importância das tratativas para ampliar o acesso dos produtos brasileiros ao
mercado chinês, que segue como um dos principais destinos das exportações
agropecuárias do Brasil.
“As
relações comerciais entre Brasil e China têm se fortalecido de forma contínua
ao longo dos últimos 20 meses, período no qual fomos sempre muito bem recebidos
em cada visita e negociação. A parceria estratégica entre nossos países é
fundamental para o crescimento do comércio agropecuário, e estamos avançando em
importantes protocolos que beneficiarão nossos produtores e ampliarão ainda
mais as oportunidades de exportação para o mercado chinês”, destacou o
secretário Perosa.
RELAÇÃO
COMERCIAL
A
China é o principal parceiro comercial do Brasil no setor agrícola, respondendo
por 33,91% das exportações do país. Nos primeiros oito meses deste ano, o
Brasil exportou aproximadamente US$ 38 bilhões em produtos agrícolas para o
mercado chinês, com 68% desse total provenientes do complexo da soja.
Fonte: MAPA
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